por Cartaginês » 08/Jul/2009, 09:57
Ilustres Companheiros
Como é do conhecimento geral, em 6 de Junho de 2009, realizou-se uma Assembleia-Geral Extraordinário, da qual resultou a destituição do Presidente da Federação Portuguesa de Bilhar. Devido a este facto, a gestão da F. P. B. passou a ser assegurada por uma Comissão Administrativa, conforme Comunicado CA00109 – 2008/2009, de 08.06.2009.
Foram os Delegados Distritais de Lisboa contactados pela Comissão Administrativa, na pessoa do seu Presidente, Sr. Pedro Gomes, onde lhes foi comunicado não só o facto que acabava de ocorrer, a destituição do Presidente da F. P. B. mas, e principalmente, quais seriam os procedimentos que esta Comissão iria ter no futuro, alguns dos quais se encontram expressos no Comunicado CA00309 – 2008/2009, de 09.06.2009, e que abaixo se transcreve um excerto:
“ Delegados”
Foi prioridade desta Comissão Administrativa estabelecer no imediato contacto com as pessoas que no terreno asseguraram pela Direcção Cessante a realização das Provas de Pool e Pool Português.
A necessidade de fazer concluir a época daquelas variantes com a normalidade possível é um imperativo para esta Comissão, e todos os contactos tem tido esse objectivo.
Ainda assim, a necessidade de observar a legalidade de processos e condições de atribuição de títulos levar-nos-ão a tomar medidas de excepção que daremos conta nos próximos dias.
Importa no entanto referir, que estas pessoas acima referidas, nos contactos que já nos foi possível efectuar, manifestaram incondicional disponibilidade para colaborar com o objectivo que a todos é comum, e que continuam a desempenhar as tarefas de campo que permitirão a realização de provas.
Foi com muito agrado que recebemos esta manifestação de intenções, mas cabe a esta Comissão referir o seguinte:
Para a Comissão Administrativa em exercício não existem Delegados, pois os mesmos não dispõem de legitimidade formal para desempenhar essa função.
Existem sim, pessoas de bem, cujo objectivo é promover a modalidade em geral e as variantes de Pool e Pool Português, e cuja paixão pelas mesmas as levam a trabalhar no terreno para que a modalidade possa existir.
Estas pessoas efectuam estas tarefas em colaboração com a Comissão Administrativa, em regime de voluntariado, sem qualquer retribuição financeira, e ajudando a Federação a estabelecer pontos de contacto com os Clubes e Atletas.
Importa ainda referir que, por razões formais, estes elementos não representam a FPB, não exercendo qualquer jurisdição sobre os Clubes ou Atletas, mas assumindo apenas tarefas de organização e logística decorrentes da execução das provas.
Assim sendo, nada mais poderiam ao antigos Delegados Distritais de Lisboa fazer senão, acatar as resoluções que haviam sido tomadas, e assegurar, tão somente, a realização das Provas que faltavam, de modo a que as Equipas e Atletas de Lisboa não fossem prejudicados. O que cumpriram, realizando as provas que faltavam, mantendo os resultados actualizados e enviando-os para a Federação Portuguesa de Bilhar, ficando à disposição da Comissão Administrativa para auxiliar em tudo o que fosse necessário, esperando directrizes para procedimentos futuros.
Estando prevista a realização de sessões de esclarecimento, efectuadas pela Comissão Administrativa, com os Clubes e Atletas de todo o País, acharam os antigos Delegados Distritais de Lisboa por bem, não tomar qualquer iniciativa para a qual não estivessem mandatados, o que seria um procedimento incorrecto e eticamente reprovável.
Quaisquer factos que posteriormente vieram a acontecer, não são da responsabilidade dos antigos Delegados Distritais de Lisboa porquanto, estes, não têm qualquer poder resolutivo ou decisório, cabendo todos as decisões às estruturas competentes da Federação Portuguesa de Bilhar, tanto mais que, as resoluções tomadas, foram-no para o país inteiro e não apenas para Lisboa.
Qualquer mudança origina momentos de turbulência.
Não nos deixemos levar por paixões desmedidas ou emoções exacerbadas pois que, estes momentos precisam de toda a calma e discernimento, para que todo o processo decorra sem sobressaltos e para que soluções sejam encontradas a contento de todos. Não digamos nem façamos nada de que nos possamos arrepender no futuro. Injúrias de nada valem, tanto mais que, poderão ter um efeito “bumerang”. O momento presente precisa da lucidez de todos.
Todos aqueles que tem dado alguma coisa de si, e por vezes é muito, a este desporto e a esta instituição, mesmo que em e com momentos menos felizes, merecem o devido respeito, pois nada se constrói sem os erros de alguns (só não erra quem não faz) e sem a boa vontade de todos.
Avancemos para o futuro sonhado, aprendendo com os erros do passado e procurando fazer mais e melhor.
Bem hajam os de mente limpa e coração sereno.
Aníbal Cruz – Antigo Delegado Distrital de Lisboa da FPB